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Por Pastor Ismael.

Lc. 7:11-15
"E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão;
E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade.
E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.
E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se, e começou a falar.
E entregou-o a sua mãe."


O domingo foi especial para a família, algumas coisas já fazem parte da rotina, compromissos matinais na igreja, almoço com macarronada e carne assada, e à tarde futebol na tv. Tudo isso é bom, entretanto tivemos um motivo a mais para dar nela , a mãe, um abraço mais gostoso, diferente, apertado, pois este foi o seu domingo, o seu dia. Diz alguém que deveria ser comemorado todos os dias e não somente uma vez ao ano, com o que concordo, mas entendo também que é bom ter uma data específica, exclusiva para ela, a celebração pode ser mais intensa.
No sermão da noite pedi a Deus uma direção para ministrar no coração da família, falando com mães e filhos, maridos e esposas e Ele foi bom conosco atendendo o nosso pedido.
Meditando sobre o texto de Lucas 7:11-15, vemos o encontro de duas multidões, uma entrava na cidade levando esperança e a outra saia em completo desespero.A primeira contava com a presença de Jesus, e a segunda com o desconsolo de uma mãe que acabara de perder o filho. Ele era  o seu bem mais precioso e agora se encontrava em um caixão à caminho da sepultura. 
Um filho é o maior dádiva que uma mãe pode receber da vida, um filho é o ser que completa o seu ser, dá significância a sua vida, e essa era a razão da tristeza daquela mulher. Ela já havia perdido o marido e agora o filho, e no seu coração havia um questionamento, o que o dia de amanhã trará debaixo de suas asas. Como será a minha vida daqui para frente? Onde encontrarei a segurança necessária ? E a provisão para as necessidades ? Quem vai compartilhar a vida comigo? Quantas perguntas sem respostas. 
Eu fico imaginando o que se passava no coração daquela mulher. Havia sim uma multidão que a acompanhava, mas ela sabia que era uma presença por pouco tempo, pois cada um voltaria para os seus próprios problemas e ela estaria sozinha, ela e ela e mais ninguém.
Mas quis Deus que ela tivesse um encontro com Jesus naquele dia, e esse encontro trouxe asrespostas que ela buscava dentro de si mesma.
Jesus olhou a multidão e se interessou pelo que estava ocorrendo, não como mais um curioso, mas como alguém que podia fazer algo a respeito. E assim o fez. Ele se aproximou da mulher que perdera o filho, sofreu junto com ela, e lhe disse: Não chores. Me lembrei das muitas vezes que dizemos isso as pessoas , mas não oferecemos nada mais do que palavras vazias que que .na verdade, não esperamos nem mesmo que sejam ouvidas, pois sabemos que o choro é o que resta para se fazer. 
Jesus é diferente, ele estava dizendo: Não chores porque eu vou resolver isso. Em seguida, tocou no caixão e disse: “Jovem eu te digo, levanta-te.” E o moço se levantou , conversou e foi entregue a sua mãe. O menino que estava saindo voltou, voltou para a cidade, para a sua mãe, para a vida. Mudou o rumo, mudou a turma, mudou tudo.

Duas mensagens temos aqui: 

Primeiro, sempre há esperança, toda circunstância, por pior que seja, por mais grave que se apresente, está sujeita a mudança. 
Quantas mães estão vendo seus filhos sendo conduzidos por estranhos, quantas estão perdendo seus queridos, e não há resposta, não encontra uma saída para o seu dilema, filhos sendo levados pelo mundo das drogas, da rebeldia contra pais, levados por doenças terríveis. Escute, há esperança para os desesperados. 
A Onipresença de Jesus passa por cada mãe, por cada alma, e ainda se comove com sua dor, e tem sempre disposição de mudar o quadro, de reverter situações humanas, por isso não desanime, não desista, continue a crer Nele.

Segundo, vemos aqui uma mensagem para os filhos, os moços que estão sendo levados pela multidão para um lugar sem volta. Esses meninos precisam ,hoje, ouvir as palavras de Jesus: “Jovem, eu te digo, levante-se, porque tenho uma nova direção para você. Saia desse caminho de morte e venha para uma nova vida, comece de novo, junte-se aos seus , a sua mãe”.

Creio que naquele momento, houve um grande reboliço, pessoas gritavam, outras corriam, umas criam, outras não, não importa, o menino se levantou e saiu daquela situação. Para mudanças radicais é preciso ter coragem, ousadia, saber que haverá questionamentos, pessoas não aceitaram com facilidade, haverá resistência, mas o que importa, é que se ouça Jesus e não outra voz.
Para concluir, mãe há esperança para o teu desespero, e jovem, pule fora deste caixão em que você foi colocado e volte para a cidade, para a família, junte-se a multidão de Jesus.

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