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Ernest Sarlet

Art. I: 
Que a estrela que guiou os Reis Magos para o caminho de Belém
guie-nos também nos caminhos difíceis da vida. 

Art. II: 
Que o Natal não seja somente um dia, mas 365 dias. 

Art. III: 
Que o Natal seja um nascer de esperança, de fé e de fraternidade. 

Parágrafo único: 
Fica decretado que o Natal não é comercial, e sim espiritual. 

Art. IV: 
Que os homens, ao falarem em crise, 
lembrem-se de uma manjedoura e uma estrela, 
que como bússola, 
apontem para o Norte da Salvação. 

Art. V: 
Que, no Natal, os homens façam como as crianças: 
dêem-se as mãos e tentem promover a paz. 

Art. VI: 
Que haja menos desânimos, desconfianças, desamores, tristezas.
E mais confiança no menino Jesus. 

Parágrafo único:
Fica decretado que o nascimento de Deus Menino é para todos:
pobres e ricos, negros e brancos.

Art. VII: 
Que os homens não sigam a corrida consumista de "ter", 
mas voltem-se para o "ser", louvando o Seu Criador. 

Art. VIII: 
Que os canhões silenciem, 
que as bombas fiquem eternamente guardadas nos arsenais, 
que se ouça os anjos cantarem Glória a Deus no mais alto dos céus. 

Parágrafo único: 
Fica decretado que o Menino de Belém 
deve ser reconhecido por todos os homens
como Filho de Deus, irmão de todos! 

Art. IX: 
Que o Natal não seja somente um momento de festas, presentes.

Art. X: 
Que o Natal dê a todos um coração puro,
livre, alegre, cheio de fé e de amor. 

Art. XI:
Que o Natal seja um corte no egoísmo. 
Que os homens de boa vontade comecem a compartilhar, 
cada um no seu nível, em seu lugar, 
os bens e conquistas da civilização e cultura da humildade. 

Art. XII: 
Que a manjedoura seja a convergência 
de todas as coordenadas das idéias,
das invenções, das ações e esperanças dos homens
para a concretização da paz universal. 

Parágrafo único: 
Fica decretado que todos devem poder dizer, 
ao se darem as mãos: 



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